Edição Número 1 – Loading…

Como diz a música: "Não está sendo fácil...". É galera, está difícil conciliar trabalho, com posts no site, nas redes sociais, vídeos no YouTube e ainda uma revista Retrô em PDF. Aliás estamos em busca de patrocinadores, para ficarem estampados nas páginas da revista, exatamente como antigamente.

3 min de leitura

Eu tive meu primeiro contato com uma revista de videogame, era Março de 1991, eu tinha 15 anos. Um amigo Gilson (Mamão) um pouco mais velho já trabalhava de Office Boy, e comprou a revista quando voltava do trabalho.

A turma toda jogava muito videogame aquela época. Eu era o felizardo proprietário de um Master System, meus amigos, a maioria tinham clones de nintendinho, e cada dia a descoberta de um novo jogo era motivo de se reunir na casa de um dos amigos e ficar horas e horas, rindo, conversando, brincando.. e as vezes brigando, mas tudo acabava bem depois.

Depois desse dia não parei mais de comprar revistas. Contava o dia do lançamento da próxima edição. Depois da videogame viram outras pioneiras como Ação Games, Super Game (especializada na sega), Game Power (especializada na nintendo) – que depois virou uma só chamada Super Game Power!, depois outras surgiram como Playstation e outras.

Ahh nesta época existia também as revistas importadas, mas como a gente morava na periferia, não chegava lá, mas sempre que podíamos ir pra Av. Paulista (Quem lembra do Sports Arcade?), passávamos na banca para folear as revistas importadas e caríssimas.

Foi nessa mesma época que começaram aparecer os grandes arcades da Capcom como Street Fighter II, Final Fight, entre outros. E nesta mesma época, pelo menos aqui no Brasil, a virada de geração de 8 para 16 bits.

Lembro que a primeira vez que vi Street Fighter II rolando no fliperama, era uma quarta feira de manhã (lembro do dia pois era dia de Ed. Física na escola e o horário era fora do horário normal da aula) e dei uma passada despretenciosa no Fliperama do Manú, um rapaz moreninho gente boa, para jogar uma fichinha no Raiden, quando vi uma multidão de moleque, descalços, alguns com saco de pão na mão, em volta de um fliperama. Era tanto menino que não dava pra ver a máquina, literalmente. Lembro que consegui me espremer no meio deles e ví 6 botões !!! SEIS Fucking botões !!! Como assim? Só temos 5 dedos na mão pensei… consegui depois ver a tela, a roupa vermelha do Ken me lembrou Guy do Final Fight, será que é Final Fight 2? pensei. E ai também foi paixão a primeira vista e hoje ainda é o meu jogo de luta preferido (a versão Champion Edition, ou “2 e meio” como era chamada).

Bom, e vou procurar transmistir sempre essa nostalgia nas edições da Revista Retrogamer. Então fiquem ligados no site que um dia sai 🙂

Compartilhe Este Artigo
Sair da versão mobile