A Revolução da IA Generativa: Entre Criatividade e Controvérsia
Atualmente, a IA generativa se tornou um tema bem quente. Essa tecnologia permite que os usuários criem imagens e vídeos quase que instantaneamente, mas gera um bom debate, principalmente porque esses sistemas são treinados com milhões de obras de arte e filmes, muitas vezes sem a autorização dos criadores originais. Enquanto gigantes como Google, OpenAI, Adobe e a X do Elon Musk continuam a oferecer ferramentas de criação baseadas em IA, muitas pessoas têm se manifestado contra essa tecnologia. Até mesmo figuras como Jensen Huang, da Nvidia, e Satya Nadella, da Microsoft, têm reclamado da grande onda negativa em relação à IA.
Uma personalidade que se mostra otimista em relação à IA generativa é Doug TenNaple, o criador de Earthworm Jim. Ele tem participado ativamente de debates nas redes sociais, defendendo a legitimidade da arte criada por IA. TenNaple descarta as preocupações de que a IA estaria se apropriando do trabalho alheio sem permissão, e foca no argumento de que artistas estariam sendo impedidos de contar suas histórias por “gatekeepers” misteriosos que não se interessam pelo que o público realmente quer ver.
Ele afirma: “Esse império já tinha sua decadência muito antes da IA surgir, então não podemos culpá-la por ‘roubar empregos’ da animação tradicional. Os estúdios perderam o público por conta de sua própria incapacidade de criar histórias e personagens cativantes. Agora, é o melhor momento para os criadores independentes. Animadores que não querem ser forçados a contar as histórias que um estúdio impõe. Vocês estão finalmente livres dos altos custos e da censura do sistema.” TenNaple também considera que as “belas artes” são uma “grande farsa”.
O que a IA gera pode ser tão artístico quanto as obras encontradas em museus. Para TenNaple, a forma como a arte é criada nunca foi um critério decisivo até que ambientalistas soassem o alarme. Ele enfatiza que “a história da criação de arte não importa quando a criação é feita por inteligência artificial”. Para ele, qualquer um pode ter uma imaginação, mas não todos possuem a habilidade de transformar essas ideias em algo concreto. “A IA faz um computador realizar tarefas úteis. Eu não queria ter que criar um estúdio de cinema só para esboçar uma cena. Eu não sou músico, mas consigo fazer canções. Estamos vivendo tempos incríveis!”
A repercussão dos comentários de TenNaple vem sendo previsivelmente negativa, com criadores como Ian Fisch e Tee Lopes apontando falhas “embaraçosas” nas suas afirmações sobre exemplos baseados em Grok. “Escrever um prompt não é uma forma de arte”, comentou um internauta, enquanto outro criticou TenNaple por usar sua condição de ‘verificado’ na X para gerar receita atrativa.
TenNaple tem se tornado uma figura polêmica nos últimos anos devido a suas opiniões contra a comunidade LGBTQ+ e sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Essas visões têm, lógico, impactado sua carreira. Quando foi anunciada uma nova série animada de Earthworm Jim, a equipe responsável precisou esclarecer que “o criador original não está envolvido”, enquanto as redes sociais oficiais da nova série expressaram apoio à comunidade trans.
O foco de TenNaple no que a IA generativa pode oferecer até mesmo a criadores amadores contrasta com o sentimento de muitos artistas, músicos e animadores no momento. Para alguns, o conteúdo gerado por IA simplesmente não é arte, enquanto outros buscam garantir que as empresas que desenvolvem essas ferramentas – que visam lucro, é bom lembrar – solicitem permissão e paguem aos criadores que forneceram os dados para treinamento.
Dentre os grandes estúdios de jogos, há quem esteja apostando na IA para aumentar lucros, enquanto outros optam por proibir seu uso. O futuro da criação artística parece estar em um momento de grande transformação, e cabe a nós, fãs de jogos e cultura pop, acompanhar essa nova era com entusiasmo e cautela!
