A produção de jogos arcade da Psikyo encontrou uma nova vida em sistemas modernos, e um dos destaques é o Polymega, que já recebeu compilações de títulos como Strikers 1945 e Gunbird. A terceira coletânea presta homenagem a outra grande franquia da Psikyo, Sengoku Blade / Tengai, conhecida por seu cenário histórico, design steampunk e personagens femininas de seios generosos. A Polymega Collection Vol. 13: Sengoku Blade contém seis jogos, sendo que três deles (Saint Dragon, Whomp ‘Em e Sengoku Blade) oferecem mais de uma versão.
O grande destaque aqui é Sengoku Blade; lançado em 1996, este shooter horizontal brilha tanto em visual quanto em sonoridade, demonstrando não apenas a maestria da Psikyo na arte 2D, mas também sua habilidade em criar experiências de jogabilidade desafiadoras que se destacam da massa. Além do jogo arcade original (nas versões internacional e japonesa), também está disponível a adaptação para Sega Saturn, que saiu no mesmo ano que a versão de fliperama e permite que você jogue como Marion de Gunbird. Incluímos também o segundo disco ‘fan’, exclusivo do Saturn, que traz uma variedade de ilustrações, algumas bastante ousadas, tanto oficiais quanto não.
Sengoku Ace / Samurai Aces, lançado em 1993 e precursor de Sengoku Blade, foi o primeiro jogo da Psikyo e ainda é divertido, mesmo que não seja tão impactante quanto sua sequência. Outra joia é Dragon Blaze, um shooter de fantasia vertical que surgiu no final da trajetória da empresa em 2000. É uma experiência fantástica que vale muito a pena conferir.
No que diz respeito a Saint Dragon, é importante notar que, confusamente, não é um título da Psikyo, mas sim da NMK, publicado pela Jaleco. Ele aparece aqui nas suas versões de fliperama e de PC Engine, e apesar de ser definitivamente um representante de sua época, é divertido e proporciona um desafio considerável.
Ainda no gênero shmup e sob a bandeira da Jaleco, temos Chimera Beast, um shooter horizontal verdadeiramente excêntrico, que estava previsto para ser lançado em 1993, mas acabou cancelado. Você assume o papel de um monstro que precisa devorar inimigos para ‘evoluir’, com cada fase mostrando sua criatura crescendo. É uma experiência realmente curiosa e única, e é incrível poder jogá-la legalmente no Polymega.
Por último, temos Whomp ‘Em, um plataforma de ação para NES da Jaleco, que foi originalmente lançado no Japão como Saiyūki World 2: Tenjōkai no Majin, mas que recebeu uma skin com um garoto nativo americano como protagonista. O jogo é razoável, mas definitivamente não é um dos grandes clássicos do NES.
Polymega Collection Vol. 13: Sengoku Blade enfrenta o mesmo dilema que muitos dos pacotes físicos do console, já que muitos dos jogos inclusos aqui já foram lançados em outras plataformas – com a evidente exceção de Chimera Beast, que finalmente estreia após anos de inatividade. Vale a pena comprar por esse motivo? Provavelmente não, mas os outros jogos da coletânea justificam a aquisição, especialmente para os fãs da velha guarda que sempre buscam reviver esses clássicos.
