Reflexões sobre Decisões: A Jornada do Criador de um Ícone dos Jogos

Redação
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Counter-Strike pode ter quase 25 anos, mas continua sendo uma das maiores fontes de receita da Valve no Steam. A mais recente versão, Counter-Strike 2, que é um shooter de equipe gratuito, gera sua renda através de caixas, que custam cerca de R$ 13,00 para serem abertas. Incrivelmente, algumas das skins encontradas nessas caixas podem ser negociadas por mais de um milhão de dólares online – e não é surpresa que, em média, os jogadores gastem dinheiro de verdade para abrir cerca de 70 milhões de caixas todo mês. Isso resulta em mais de R$ 875 milhões de receita a cada 30 dias – então, você esperaria que o criador do jogo estivesse riquíssimo, não é mesmo? Errado.

Em uma conversa com a revista EDGE, Minh Le, o criador de Counter-Strike, revelou que, ao se juntar à Valve em 2000, ele abriu mão do que se tornaria uma verdadeira máquina de fazer dinheiro. Para ser sincero, quando o assunto era a venda, Le admite que não fazia ideia do porquê a Valve achava que um mod de Half-Life tinha algum valor:

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“Counter-Strike era um mod gratuito. Lembro de conversar com [Jess] Cliffe (um modder que se juntou ao projeto pouco depois do lançamento) e perguntar: ‘Como eles vão fazer dinheiro com isso?’ Para nós, eles poderiam ter oferecido qualquer quantia e teríamos aceitado. Não entendíamos o valor. Não negociamos. Apenas dissemos: ‘Certo, isso é um ótimo negócio’. Só queríamos trabalhar com a Valve.”

Le compartilha que estava contente em receber qualquer quantia na época, já que sua situação financeira não era das melhores:

“Eu estava preocupado com minhas finanças. O dinheiro da Valve me ajudou a resolver muitos dos meus problemas. Acabei usando parte dele para ajudar meus pais a quitar a hipoteca. Eu via aquilo como ganhar na loteria. Não pensei em negociar. Não queria assustar a Valve. Eles tinham a vantagem, e nós éramos apenas um grupo de modders.”

Ele nunca revelou o quanto a Valve pagou por Counter-Strike, mas admite que não foi um valor que lhe permitisse se aposentar na hora. De fato, como parte do acordo, ele se tornou um empregado da Valve, algo que mal podia sonhar antes de Counter-Strike surgir. Em 2006, Le saiu da Valve e trabalhou em títulos como Rust e Black Desert Online. Atualmente, está focado em um novo FPS tático que criou, chamado Alpha Response, na Ultimo Ratio Games.

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Enquanto continua a traçar seu próprio caminho no desenvolvimento de jogos, Le admite que há coisas que gostaria que tivessem acontecido de forma diferente. “Eu tenho algumas arrependimentos,” conta à EDGE. “Muitas das pessoas com quem ainda mantenho contato na Valve percebo que estão financeiramente bem.”

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