Recentemente, os irmãos Oliver trouxeram de volta um de seus jogos clássicos, Ghost Hunters, utilizando a IA Generativa. Contudo, os resultados não foram animadores — Imagem: Time Extension.
Se você ouvir empresas como Google, Meta e Microsoft, poderá acreditar que a IA Generativa é o futuro de tudo, incluindo o mundo dos games. No entanto, uma nova pesquisa com mais de 2.300 desenvolvedores de jogos, publicada pela GDC (obrigado, PC Gamer), revela que a empolgação em torno dessa tecnologia está diminuindo entre muitos profissionais da indústria. Isso ocorre porque a IA é treinada em dados gerados por humanos, muitas vezes sem consentimento, levantando questões éticas e ambientais sérias.
O estudo aponta que o número de profissionais da indústria de jogos que utilizam ativamente a IA Generativa aumentou levemente desde 2021, passando de 31% para 33%. Porém, a percepção geral sobre essa tecnologia controversa sofreu uma mudança mais significativa. Há dois anos, 18% dos entrevistados acreditavam que a IA Generativa tinha “um impacto negativo na indústria de jogos”; neste ano, esse número subiu para 52%. No ano passado, ele estava em 30%.
Já aqueles que veem a IA Generativa de forma positiva caiu de 13% no ano passado para 7% neste. Segundo a pesquisa, artistas, designers, escritores e programadores são os que têm uma visão mais negativa sobre a tecnologia, enquanto pessoas em cargos de alta gestão parecem usá-la com mais frequência.
Conforme destacado pelo PC Gamer, alguns dos entrevistados comentaram sobre suas percepções relacionadas à IA Generativa. Enquanto um respondente neurodivergente mencionou que a IA é excelente quando se trata de “dividir grandes ideias em tarefas menores”, outro não foi tão gentil, alegando que a IA generativa é “fundada em roubo e plágio”.
Um outro participante afirmou que “prefiro deixar a indústria do que usar IA Generativa”, enquanto outro compartilhou a “regra geral” em seu estúdio:
“Se um de nós menciona usar GenAI em nosso trabalho, é seguro assumir que fomos assimilados pelo The Thing e que devemos ser queimados vivos pelo Kurt Russell.”
E assim, seguimos nessa jornada de nostalgia, refletindo sobre como a tecnologia se entrelaça com a arte de criar jogos que amamos. É um tema que ainda vai render bons debates entre os fãs!
